sexta-feira, 29 de junho de 2012

Chico Xavier em Nova Vida!

 "Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...”Chico Xavier
Vídeo em homenagem a Chico Xavier:
 "O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver o outro, tal deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quer assegurar sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro."  -O Livro dos Espíritos -

Era um fim de semana “perfeito”. Tirando a saudade de minhas crias, saudade reconfortada pela consciência da alegria deles por mim, afinal havia sido agraciada com uma bolsa completa para aquele mestrado na Espanha, Era sim, um sonho se realizando. Que ano... 2002! Havia recebido meu apartamento que pagava desde ainda na planta, quando em junho tivemos que antecipar viagem de ida para Santander, Região de Cantabria, para o curso voltado a profissionais da língua cervantina. Meu país estava em alvoroço: estava na final da Copa do Mundo de Futebol, paixão nacional. 
Mais uma experiência nova. Hospedados em um Castelo, para naquele fim de semana, do alto da torre do Palacio de La Magdalena, torcer mais que nunca e ver o Brasil ser pentacampeão. A situação era bizarra, uma vez que nossa nacionalidade se aflora neste tempo, acabaram agredindo nossos anfitriões, ao defraudar nossas bandeiras em tão lindo e histórico monumento turístico europeu. A maioria deles (espanhóis) torceu para a Alemanha, compreensivo, como eles cuidavam em justificar, “somos da Europa”. Normal.                          
Quanta adrenalina... começar as classes era nossa expectativa, que se misturava  a esta alegria. Quando nossa brasilidade esteve a todo vapor. Após nos instalarmos num flat próximo ao campus, conhecermos a Universidade, suas instalações, suas réguas... Sala de informática. Oba, hora de ter notícias de casa, do país, (além da copa, claro) da prole, dos amigos do sindicato onde atuava à época. Naquela segunda-feira, já era julho e ao acessar a net, foi grande meu impacto...                                                                                                Chico, meu, quer dizer, nosso querido Chico Xavier havia desencarnada. Para mim, necessitava de mais informações, duvidava, queria ter a certeza... A figura de Chico Xavier me havia acompanhado desde a infância. Mesmo católica, minha mãe nunca desrespeitou sua figura. E aquilo pra mim já era o suficiente para saber que era um ser do lado do bem e acima do mal. Nos e-mails que troquei, a confirmação. 
Chico morreu como viveu: discretamente, silenciosamente. Num momento em que a nação brasileira se regojizava. Lembro que comentei ainda nos e-mail e com colegas de curso. Ele parecia ter escolhido a hora... E escolheu. Soube depois, ao regressar ao Brasil e lendo reportagens passadas, em assinaturas de Jornais e Revistas que tinha. Dizia que morreria quando o país estivesse feliz. 
Chico, seus livros, suas entrevistas sempre tinham a medida e o tom na minha vida. Fosse profissional, acadêmica, familiar, espiritual...
30 de junho, uma década de ausência física deste que viveu conforme escreveu e ensinou. Era o exemplo de sua obra, que compreende mais de 400 livros publicados. Tendo vendido mais de 30 milhões de cópias, toda ela doada (renda). (Exemplo disso, só em Fortaleza, nos anos 80, a renda dessas vendas possibilitou o parto grátis de 100 mil mulheres)
Gláucia Lima

“A caridade é amor, amor é compreensão... A prática do bem aos semelhantes é uma excelente escola para a alma. No exercício da caridade, estamos no exercício de todas as nossas faculdades espirituais...” Chico Xavier
       Link: Chico Xavier: Exemplo de Vida e Amor!
http://glaucialimavoz.blogspot.com.br/2012/04/chico-xavier-exemplo-de-vida.html

domingo, 24 de junho de 2012

ELEIÇÕES SINTAF/CE: Análise do resultado, por segmento, com base em votos urna a urna.



NOTA SOBRE ELEIÇÕES NO SINTAF: a mensagem destas eleições foi clara e TRANSPARENTE.

Camaradas e Companheir@s, o SINTAF é a REPRESENTAÇÃO MÁXIMA da categoria fazendária no Estado do Ceará. Espero, sinceramente, que esta valorosa entidade, instrumento FUNDAMENTAL e IMPORTANTE FERRAMENTA na SOCIEDADE, continue a nos representar de forma INDEPENDENTE, COMBATIVA, ÉTICA e COESA!

Humildade há de se ter. Receber críticas, Autocrítica e Correções há de serem feitas (procedimento independente de que chapa fosse vencedora).

Vejo, e isto me preocupa sobre maneira, o PAPEL DA MULHER. Minimamente reduzido em ambas as propostas que se apresentaram. Não me refiro à MULHER do FISCO; mas, à MULHER no FISCO!!!

Que possamos, e para isto CLAMO Às "VALOROSAS" CONTRIBUIÇÕES que se disponham a se empenhar na Luta e na Unidade, independente de opção SINDICAL. O mundo, a sociedade, a família mudou. Faz-se necessária nova VISÃO, POSTURA, ou CULTURA em nossa "pequena" SOCIEDADE fazendária.

Verifico nesta despretensiosa análise, enquanto mulher fazendária que atuou em diversos segmentos da SEFAZ (CEXATs, SEDEs, AUDITORIA – interna -, TRÂNSITO), inclusive na Direção sindical (por mais de uma gestão), e por não ver ou fazer distinção entre os diversos segmentos, sejam estes ATIVOS ou APOSENTADOS, vejo SIM, todos e todas membros de um corpo, CORPO FAZENDÁRIO.

A ELEIÇÃO ACABOU. FAZ-SE MISTER A UNIDADE ENTRE AMBAS AS CHAPAS. Agora é UNIR e FORTALECER o SINTAF/CE!  

DEUS ABENÇOE A TODOS E A TODAS.
A LUTA CONTINUA!


Com base na tabela do resultado dos votos, criamos uma tabela de curiosidades, observe:
















FONTES
http://www.sintafcechapa1.blogspot.com.br/
http://www.sintafce.org.br/noticias_detalhes.php?cod_noticia=3250&cod_secao=1


Dia 15de junho, sexta-feira que antecedia a eleição (que ocorreu terça 19), divulguei artigo fazendo referência às eleições. E por sugestão de amig@s leitores deste blog, disponibilizamos o link para: 


DECLARAÇÃO PROATIVA DE RECONHECIMENTO.
http://glaucialimavoz.blogspot.com.br/2012/06/declaracao-proativa-de-reconhecimento.html

domingo, 17 de junho de 2012

AMIG@ A GENTE ENTENDE!

Diz uma lenda chinesa que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas: nenhuma tempestade consegue arrancar.
Sonho pra sorrir cantar lutar amar e viver

Vídeo (com áudio) de 

O Menestrel - William Shakespeare


"Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…" eu creio que Sonhos são Verdadeiros, Necessários e Importantes!


“Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se questiona. Amigo a gente entende!” Machado de Assis


Quem me levará sou eu – de Dominguinhos e Maduca, com Fágner

Amigos a gente encontra... repare naquela estrada, que distância nos levará...”

O Menestrel - William Shakespeare (o texto)


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
Destaques:
"e o q importa, ñ é o q vc tem na vida; mas, quem vc tem na vida... e que bons amig@s são a família q nos permitiram escolher.";
"aprendemos q ñ temos q mudar de amig@s se os amig@s mudam";
"Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.";
"Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados.";
"Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática."
...

Om, Sai Ram!
Namastê! 










quinta-feira, 14 de junho de 2012

DECLARAÇÃO PROATIVA DE RECONHECIMENTO

    Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam nas flores, matam o nosso cão e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada. Vladimir Maiakovski, evocado pela realidade
Gláucia Lima

Há momentos na vida em que é preciso parar um pouco simplesmente porque somos convocados para exercitar algo inerente à nossa espécie: pensar. Isso acontece quando temos diante de nós um fato do qual somos protagonistas diretos ou apenas coadjuvantes. Neste momento, os fazendários estamos prestes a exercer o extraordinário direito constitucional da cidadania: há uma eleição e duas chapas estão postas. Precisamos votar. Aí, entra em cena a reflexão, o raciocínio: em quem votar. Se há duas chapas, há duas propostas. Então, nossa decisão deverá ser tomada a partir da qualidade das propostas. Aí, entra em cena a questão básica: a história dos candidatos, suas lutas (se tiveram ao longo da vida), e, essencialmente, o compromisso.
Compromisso com a ética, compromisso com as lutas, com o coletivo, com a dignidade humana, enfim, compromisso com a categoria. Simples de ver, simples de analisar. Isso se traduz nas atitudes, nas ideias, nos relacionamentos, no respeito ao outro. Para citar apenas três nomes, ficamos com Paulo Rossano, Liduíno Brito e José Otacílio. Três belas histórias de humanismo, compromisso com a categoria fazendária, respeito ao próximo e principalmente de ÉTICA, DIPLOMACIA e DIGNIDADE.
Estes, sem falar nos demais companheiros que fazem a CHAPA 1, são exatamente aqueles homens dignos aos quais o grande poeta alemão Bertolt Brecht se refere dizendo: “Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.” Isso mesmo. Paulo Rossano, Liduíno Brito e Otacílio são imprescindíveis. Por isso mesmo estão na CHAPA 1.
Mas nem só de ética e dignidade vivem os seres humanos. Há também aqueles cujo prazer na concorrência é argumentar com a difamação, a injúria, a calúnia o descrédito dos que lhes são oponentes. Por essa razão não é demais lembrar o mesmo Brecht e advertir como o grande poeta fazia, afirmando “Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.” Nem é preciso falar mais...
Mas, registremos. A caminhada até aqui não foi retinha. Muitos meandros foram superados. Pavimentados com o esforço, o trabalho árduo, o suor e a determinação de uma equipe incansável - com esses imprescindíveis à frente - que se dedica a fazer da Administração Tributária uma atividade cada vez mais estruturada e autônoma. A sabedoria e capacidade em usar o diálogo ou o embate, quando um ou outro se mostram necessários é o que garantiu as conquistas hoje convertidas em benefícios para os fazendários, indistintamente. Entre o novo PCC, o estabelecimento do piso do PDF e a implementação de atividades culturais, educativas e desportivas regulares, além da melhoria de condições para aposentados e sua equiparação com os ativos, nosso horizonte aponta para um momento histórico. Em breve, a tão esperada Lei Orgânica da Administração Tributária entrará em processo de negociação, graças à união entre os representantes da CHAPA 1 e cada um dos colegas fazendários que, em última análise, são a razão de ser do Sintaf.
Em síntese, este momento é mesmo de reflexão. A eleição está aí. A CHAPA 1 representa, portanto, a legitimidade, a lealdade aos princípios fazendários, o compromisso com a verdade, com a ética e, acima de tudo, o compromisso com toda a categoria fazendária em sua integralidade constituída por ativos e aposentados – homens e mulheres num só corpo - coeso, AGREGADO E FORTALECIDO EM SUA ESSÊNCIA E EM SUA HISTÓRIA.
Que Deus ilumine a todos e a todas para uma decisão sensata.

Companheir@s, o texto não diz, mas fui dirigente do SINTAF por duas gestões seguidas - 2000/2003 e 2003/2006- estive atuando na luta sindical com valorosas e valorosos companheiras e companheiros que hoje disputam neste Combativo, Forte e Respeitado Sindicato e "quando fazemos uma escolha, qualquer escolha, estamos dizendo SIM para um lado, e NÃO para o outro. algum sofrimento sempre vai haver." A decisão, repito, há de ser SENSATA. Não há a perfeição em ambas, assim como em nenhum SER. Há sim, muito a ser conquistado e melhorado, a fora isso, o fiel da balança quem dirá é a CATEGORIA. Apoio sim, a chapa 1
Porque:
onde tem Cultura, apoio!
onde tem Ética e Transparência, apoio!
onde tem Luta, apoio!
onde tem Amor, apoio! Porque onde tem Sonho, acredito!

Troféu Cajado de Cedro: Comenda do SINTAF
As duas últimas premiações deste Troféu foram através de eleições. Onde, Paulo Rossano conquistou-o em 2008 e eu (Gláucia Lima) em 2010. A última vez que este Troféu havia sido entregue (2004), José Otacílio recebeu a Homenagem. Liduíno Brito, já o havia recebido anos antes!
Trechos do Discurso:
O Cajado de Cedro tem uma simbologia que ultrapassa a simples grandeza do seu objetivo que é consagrar aqueles que se destacam no ambiente fazendário por sua história e contribuição ao processo de crescimento do trabalhador do Erário estadual. Sua importância extrapola qualquer sentido que se queira dar à inserção dos agraciados em um olimpo modernista e aclamado. O Cajado de Cedro guarda em seu bojo um profundo sentimento de respeito à pessoa humana que vai muito além do simples cortejo resultante da relação de reverência ao agraciado. O Cajado de Cedro é, na verdade, a síntese de uma busca pela perfeição do fazer e do pensar que deve estar sempre presente na ação cotidiana de cada um de nós.
...
No Sintaf me integrei de forma ampla, geral e irrestrita à categoria fazendária. E nessa integração, surgiram também aproximações mais fortes e vibrantes. Tal foi essa aproximação que me proporcionou ainda conhecer mais de perto aquele que hoje, além de companheiro diretor do SINTAF, é meu companheiro de vida: Paulo Rossano.
...
Cabe a cada um de nós entender as diferenças como manifestações individuais inerentes à alma humana, às quais não temos o direito de reagir com incoerência, negando sua legitimidade. É preciso definitivamente compreender que não somos melhores do que ninguém. Somos todos iguais; apenas com diferenças pontuais.
...
A história exerce seus caprichos e nos reúne neste momento num conjunto resultante do que somos, pois como diria a extraordinária e inesquecível Cora Coralina, “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”, já que somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para melhorar o que somos.


Luta e Conquista 
por União 
da Categoria Fisco
Ativa e Aposentada
... 
Apesar de difíceis momento por que passamos, ainda entendo isso como inerentes à vida daqueles que se entregam ao mister de contribuir para a grandeza da vida e do ser humano. Mesmo assim, diante de experiências duras - que insistem em se fazer presentes na nossa vida – ainda encaro minha condição humana como necessária, inevitável e irreversível. Conquanto, “prefiro morrer de pé a viver sempre de joelhos” (Che).

“Todos os dias temos que lutar para que o amor à humanidade vivente se transforme em atos que sirvam de exemplo, de mobilização para superar os obstáculos que impedem os avanços necessários para a busca da dignidade humana” “Muito mais difícil que lutar, muito mais difícil ainda é manter a linha necessária sem desviar-se um centímetro dela durante todas as horas de cada um dos dias, pois o verdadeiro ser humano está guiado por grande sentimento de amor” (Che Guevara).
...
Estando reunidos e possamos confraternizar em harmonia quando sabemos que nem todas as vezes nos é permitido fruir o prazer da convivência coletiva voluntária e harmoniosa. O que se nos impõe é refletir acerca dos cinco princípios de Sai Baba: a Verdade; a Retidão; o Amor; a Paz; e a Não-Violência – paradigmas que norteiam os atos e fatos da convivência humana.     
...                                                   
 José Otacílio, Diretor na AAFEC (Associação de Aposentados - Sefaz/CE)   

Congresso realizado em Fortaleza - 2005 - com os Fiscos do Brasil 
(organizado por nós)
Luta pela
Lei Orgânica da Administração Tributária!


Manifestar apoio a todo Ser e
em toda Sociedade!

Guglielmo, eu e Paulo Rossano no Fórum Social Mundial 

Liduíno, eu e Paulo Rossano no Espaço Cultural do SINTAF
Porque:  
onde tem Culturaapoio!
onde tem Ética e Transparência, apoio!
onde tem Luta, apoio!
onde tem Amor, apoio! porque onde tem Sonho, acredito!



Para mais detalhes siga estes links:





domingo, 10 de junho de 2012

Dia da Língua Portuguesa - 10 de junho


                                                                                                                                
Esta data foi escolhida como o Dia da Língua Portuguesa por ser a data de falecimento de nosso maior representante Luís Vaz de Camões e foi ele quem a batizou através de sua magnífica obra “Os Lusíadas”.

A língua portuguesa tem origem no latim vulgar, oral, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C..
Com a invasão romana da Península Ibérica, em 218 a.C., todos aqueles povos, exceção dos bascos, passaram a conviver com o latim, dando início ao processo de formação do espanhol, português e galego. Esse movimento de homogeneização cultural, lingüística e política é denominado romanização. Até o século IX, a língua falada era o romance, um estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como o português, o espanhol e o francês. Essa fase é considerada a pré-história da língua.
Do século IX ao XII, já se encontram registros de alguns termos portugueses em escritos, mas o português era basicamente uma língua falada. Do século XII ao XVI foi a fase arcaica e do século XVI até hoje, a moderna. O fim do período arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. O português em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), tanto na estrutura da frase quanto na morfologia (o aspecto formal das palavras), é muito próximo do atual.
Fonte: UFGNet

Última flor do Lácio 

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És a um tempo, esplendor e sepultura:
ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela.

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! 
                                                                        Olavo Bilac






segunda-feira, 4 de junho de 2012

PARA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?

Dráuzio Varella
......Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela,  para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
......Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete,  para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
......Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.
......Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
......Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair.
......Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Drauzio Varella é médico oncologista,formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943. Este seu artigo está sendo divulgado pela internet, por isso postamos um vídeo dele e esta canção, aqui, interpretada por Maysa.


domingo, 3 de junho de 2012

"...tenho em mim todos os sonhos do mundo." Fernando Pessoa

Há 125 anos nascia o consagrado e conhecido poeta
Fernando Pessoa
 

Fernando António Nogueira Pessoa, consagrado e conhecido poeta, Fernando Pessoa, foi também filósofo e escritor português. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões.
Nasceu em 13/06/1888 em Distrito de Lisboa – Portugal e faleceu em 30/11/1935 em Lisboa, Portugal. Media 1m e 73cm 
TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, 15-1-1928
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