segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Tente Outra Vez no Novo Ano e tenha boas conquistas...

Se "é de batalhas q se vive a Vida"? Tente Outra Vez em 2014 e tenha Boas conquistas!!!

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∞¸.• •.¸ FELIZ 2014!!! ¸.• •.¸∞


Que sejamos iluminados e abençoados para viver um ANO NOVO em HARMONIA, PAZ, CONQUISTAS, SAÚDE, COMPREENSÃO, PROSPERIDADE, TOLERÂNCIA, SOLIDARIEDADE... muita FELICIDADE! 

Tente Outra Vez
 Raul Seixas - 1975
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça aguenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!
Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!
Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

Cem Anos de Solidão, o livro que criou uma geração de leitores
Arte por meio da escrita é o que fez o colombiano Gabriel García Márquez em sua obra definitiva, “Cem Anos de Solidão”. Construiu a história latino-americana tão repleta de guerras e solidão a partir da árvore genealógica de uma família

A obra é considerada a mais importante escrita em língua hispânica depois de “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes. “Cem Anos de Solidão”, um sucesso absoluto com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Um clássico da literatura mundial. É dela que falaremos a seguir, depois de apresentar o autor — se é que ele ainda precise de apresentação.

Escritor, jornalista, editor e ativista político, Gabriel García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia. Com a mudança dos pais para Barranquilla, conviveu intensamente com os avós maternos, que o criaram em sua primeira infância, e de quem recebeu intensa influência. Do avô, um veterano da Guerra dos Mil Dias, escutou histórias que muito influenciaram suas obras literárias. Estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não chegou a se graduar.

García Márquez leu e viajou por muitas partes do mundo. Os autores que mais o influenciaram foram o tcheco Franz Kafka, o mexicano Juan Rulfo e o norte-americano William Faulkner. Foi-lhe concedido o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. “Cem Anos de Solidão” é considerado o romance introdutor de um estilo literário: o realismo mágico. Como ativista político, García Márquez se tornou um respeitado interlocutor de governos latino-americanos. Dentre seus amigos, destacam-se Fidel Castro, de Cuba, e o ex-presidente francês François Mitterrand.

A solidão da América Latina

O Dom Quixote de García Marquéz

Os temas políticos do romance

Uma estirpe condenada


em Ser ¡Voz!
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ – “Carta de despedida aos amigos” + vídeo com Fidel Castro
http://glaucialimavoz.blogspot.com.br/2012/07/gabriel-garcia-marquez-carta-de.html
O Doce Sabor de uma Mulher Deslumbrante

Fórum de Mulheres no Fisco - Lançado o FMFi

Lançamento marcado pelo debate e pela Arte 
FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco
____________________________________________________
Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,
humanamente diferentes e
totalmente livres.” Rosa de Luxemburgo

A sociedade brasileira em geral e a nordestina, em particular, se caracterizam por forte sentimento machista, predominante socialmente. Porém, é nesse universo que o movimento de mulheres impulsiona a luta pela libertação dos escravos no Ceará (primeiro Estado no Brasil a libertar seus escravos), fato pouco, ou quase não mencionado em livros. A cearense Rachel de Queiroz escreve O Quinze. Escritora de destaque na ficção social nordestina, foi a primeira Mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. A Lei Maria da Penha nasce a partir da luta de uma mulher cearense, cujo próprio nome a batizou. Durante muito tempo foi tomando corpo o desejo de fazer algo para reverter esta realidade no universo onde atuamos e, que partisse das mentes femininas. Tal se revelaria autêntico e ao mesmo tempo original, porque manifestaria o sentimento e a vontade de transformar o modelo vigente. A partir de uma avaliação acerca das possibilidades de criação de algo com identidade própria – um grupo, por exemplo – reunindo inicialmente simpatizantes da ideia, para depois incorporar outros elementos que contribuíssem para o fortalecimento do projeto e do grupo.

Mesa de abertura
Favoráveis a um movimento social com autonomia. Cuidando em preservar seus ideais na sociedade. Assim nasce o FMFI – Fórum de Mulheres no Fisco.

Estabelecido o princípio e demarcadas as ações, o movimento Mulheres no Fisco, em seus primeiros passos, elabora proposta do FMFi, determinante para ações e atitudes a serem tomadas para dar corpo e visibilidade à proposta original. Mulheres no Fisco está nas redes sociais. Mulheres no Fisco ultrapassa fronteiras geográficas e funcionais (participa de Evento Internacional em Cuba (janeiro de 20013). Mulheres no Fisco, colocando a Mulher no centro das atenções, define suas bandeiras e cria seu Fórum. Assim como é mais fácil aceitar a história que envolve as questões de ordem da criação do homem para comodamente não precisar questionar tais origens, bem mais complexas, que remontam há milhares de anos, nos acomodamos com a fácil criação do barro de Adão e Eva de apenas seis mil anos. Mulheres no Fisco, em breve contextualização, aborda movimentos históricos na humanidade que justificam e credenciam suas ações.
Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que lutam e sonham!” José Martí

Luca Vianni lê o Manifesto do Fórum 
O Vietnã após derrotar França em 54 se prepara para enfrentar e derrotar o maior exército do mundo, o americano. Isto entre os anos 1964 e 1974. Parece que os países ex-coloniais criavam o movimento dos “não-alinhados”!
O mundo árabe começa a se mexer. Enquanto isso, em 1959, a Revolução Cubana declara a igualdade de homens e mulheres. O mito “Che” se espalha pelo mundo. Nascia em 1963-1964 a Teologia da Libertação, pós-Concílio Vaticano II, negando apoio a exploradores, opressores, colonizadores e senhores da guerra. Começa-se a falar em Libertação dos Oprimidos. O Mundo Ocidental é balançado. Costumes tradicionais são contestados em vários matizes. O modo jovem entra em cena com Woodsttock, Beatles, Black Power, Panteras Negras, Hippies etc.

Mulheres americanas e europeias descobrem a pílula, as dos países de Terceiro Mundo, as armas, nas guerrilhas que explodem por vários cantos da América Latina, lado a lado com os homens, contra ditaduras e opressões diversas impostas.
Estudantes em todo Planeta se erguem em barricadas, tomam ruas em protestos e falam de Revolução e Amor.

Revolução Social e Sexual. As feministas, em manifestações, falam de “mística feminina” e sutiãs são queimados nas praças públicas. Neste caldeirão cultural, em 1969 se retoma a ideia do Dia Internacional de Mulher. Movimentos e Marchas de Mulheres em verdadeira efervescência pelo Mundo.
Mulheres do Fisco surge no ambiente da Sefaz/CE, instituição marcada por maior presença masculina – o que denota o grau de dificuldade para efetivar a criação de um grupo com ideal de equidade.
Mulheres no Fisco surgiu questionando as mesmas questões, ditas “periféricas”, de sempre. (Mesmo tendo em seus quadros, valorosas Mulheres chefiando ou administrando, num país onde, hoje, é governado por uma Mulher, autoridade máxima do Brasil, Dilma Rousseff... etc e tal)
Empreender ações visando estimular colegas homens a compreender o valor intrínseco da mulher como ator social e agente político, igualmente capacitada para contribuir na construção de uma nova sociedade, é o fator determinante da proposta. Também existe o entendimento segundo o qual é possível a ação conjunta de homens e mulheres atuando nos mesmos moldes e patamar de igualdade. Esse princípio norteou a criação do FMFi – Fórum de Mulheres no Fisco.
Nesse clima, surgiram matrizes de ação (colocando a mulher no centro ou cerne das questões) e juntando-se às questões de preocupações sociais em defesa das minorias, mulheres e homens ligados ao fisco se “insurgem”. 
E, em harmonia de pensamento, o de Autonomia e Luta, conjuntamente com outra categoria, marcadamente pela presença masculina, a da categoria bancária, temos na AFBNB - Associação dos Funcionários do BNB, na pessoa de sua presidente (única Mulher, numa composição de diretoria de 17 homens), a primeira entidade a abraçar a causa. Juntamente com a única diretora mulher no colegiado do Sindicato dos Fazendários/CE, SINTAF. 
A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem.” Karl Mark
Plenária atenta à apresentação do Coral
Mulheres no Fisco chega fazendo coro com vozes que pedem, basta: à discriminação sexista, de calar a opinião que “coisas de mulher” são menos importantes. Assim como sofrem discriminação os mais pobres, os índios, os negros, os com limitações físicas ou mentais, os homoafetivos, as solteiras com filhos, assim são as questões periféricas para o seio dessas categorias, no trabalho. E acabamos por reproduzir um discurso “pechoso e machista”, acomodadas à ideia de “boa vizinhança” para que tudo fique bem. Para quem?
A luta feminina tira força da luta principal?
Na nova ordem mundial, corremos em busca do prejuízo e não é reproduzindo atitudes comprovadamente falhas que poderemos minimizar este abismo. Mas, superando preconceitos e agindo com humanismo e tolerância, com ternura e carinho, sem fugir à luta no trabalho, na saúde e na não violência, na política e nos esportes, na cultura e nas artes. Cuidando, zelando e atuando de forma holística, integrada ao meio ambiente, dos seres trabalhadores, auditores, bancários, fiscais, educadores, profissionais liberais, servidores públicos e privados, ativos e aposentados.
Membros do Fórum de Mulheres no Fisco:
Mª de Lourdes - Silvinha - Gláucia - Ana Maria
Mulheres no Fisco, em sua auto-organização, intenciona de forma autônoma, garantir independência sindical e político partidária. Onde, inserida às questões na sociedade, se dispõe a contribuir, na luta pela unidade em prol de tantas minorias. O mundo, a sociedade, a família mudou. Faz-se necessária nova via, nova visão, nova postura ou cultura em nosso seio, na nossa sociedade funcional, afinal, somos todos membros de um mesmo corpo, corpo FMFi.

Lugar de mulher? É onde ela quiser!” Mulheres no Fisco

*Texto: Gláucia Lima – membro/idealizadora do FMFi – Mulheres no Fisco

Lançado o Fórum de Mulheres no Fisco - FMFi

Favoráveis a um movimento social com autonomia. Cuidando em preservar seus ideais na sociedade. Assim nasce o FMFI – Fórum de Mulheres no Fisco.
Mesa de abertura: Ângelo (SINTAF) - Elenilda (Fundação SINTAF)
Ana Maria e Gláucia (FMFi) - Rita Josina (AFBNB) -
Mariazinha (AAFEC) - Membros do Fórum e Entidades apoiadoras
“Em busca da Equidade”, este foi o tema principal com que foi laçado na quinta-feira (31) o Fórum de Mulheres no Fisco – FMF, com a proposta de refletir sobre a mulher no trabalho, na política, nos esportes, na cultura e nas artes, nos projetos sociais, além da preocupação com sua saúde, segurança, seus direitos, sua qualidade de vida e sua interação com o meio ambiente, dentre outros temas.
Amplo debate visando estimular a sociedade a compreender o valor intrínseco da mulher como ator social e agente político, igualmente capacitada para contribuir na construção de uma nova sociedade, através da ação conjunta de homens e mulheres atuando nos mesmos moldes e patamares de igualdade. Temas universais como racismo, bulling, assédio mora, homofobia, credo entre outros também são tratados pelo Fórum.
Aparecida Silvino regendo o Coral

Coral d@s Fazendári@s, regido pela maestrina Aparecida Silvinono, abriu o evento, que também foi abrilhantado pelo poeta e cordelista Arievaldo Viana brindando o Fórum com um cordel de sua autoria sobre o tema. Logo após houve a projeção de slides que ilustraram a leitura do Manifesto de Mulheres no Fisco - por Luca Vianni. 
"Uma das Lutas é desfazer a 
ideia de fragilidade e associá-la 
ao poder!"
 (da projeção)
Professora Pós-doutora, Coordenadora do NEGIF/UFC (Núcleo de Estudos e Pesquisas de Gênero, Idade e Família da Universidade Federal do Ceará), Celescina de Maria Veras Sales, conferiu palestra a cerca do tema principal: “Em busca da Equidade”. Ao final, os presentes foram agraciados com um coquetel e as apresentações do grupo musical Fulô de Fulô de Araçá (composto só de mulheres), e os artistas Zé do Norte (marido de uma Mulher no Fisco) e Luciano Franco.
Arievaldo nos brinda com o "Mulheres no Fisco em Cordel"
O evento contou com a presença de representantes das entidades apoiadoras do evento, além de representantes da AAFEC, Cafaz e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do CE.
O lançamento do FMFi - Fórum de Mulheres no Fisco foi uma realização do “Mulheres no Fisco” com o apoio do 
Sintaf Ceará, da Fundação Sintaf, da Afbnb e do Sindfazenda.
“Mulheres no Fisco, no fisco da Vida, no Fisco da Sustentabilidade, no fisco das Artes e da Cultura, no fisco dos Seres no Planeta, no fisco dos Direitos de Cidadania, no fisco da educação, Saúde e Segurança, e, até, no fisco dos Tributos e sua aplicação.
“Lugar de mulher? É onde ela quiser!” Mulheres No Fisco 

MULHERES NO FISCO EM CORDEL
 Arievaldo Viana
Como poeta matuto
Da terra de São Francisco
Penso rimas, traço trovas,
Mas sempre mudando o disco
Em busca de novidade
Quero falar de EQUIDADE
Para as Mulheres no Fisco.

Esse movimento cresce
Pelas redes sociais
Muitas mulheres lutando
Pelos direitos iguais
Nas lutas do dia-a-dia
Respeito e cidadania
Nos campos e capitais.

Dizem que o Nordestino
E povo bom e bairrista
O Nordeste sempre foi
Um celeiro de artista
Mas nossa sociedade
Ainda é, na verdade,
Um tanto quanto machista.

Companheira, não desista
De buscar seus ideais
De travar o bom combate
Nessas lutas sociais
Defendendo o seu direito
Combatendo o preconceito
Pelos direitos iguais.

Para a mulher que batalha
Preconceito não assusta
Ao vencer essas barreiras
É que sabe o quanto custa
Lutar pela equidade
Na nossa sociedade
Emancipada e mais justa.

Nesse momento de luta
Agora vamos lembrar
A Rosa de Luxemburgo
Uma mulher exemplar
Lembro Chiquinha Gonzaga,
Coralina e a bela saga
De Bárbara de Alencar.

Lembro Anita Garibaldi
E a Jovita Feitosa
Ana Néri e outras mais
Na luta vitoriosa
Da mulher por seu espaço
Vencendo todo embaraço
De maneira gloriosa.

Parabéns a Gláucia Lima
E às suas companheiras
Combativas, aguerridas
Lutadoras verdadeiras
Busquem sempre a sua meta.
Um abraço do poeta
Às mulheres brasileiras.

A fazer mais um repente
Nesse momento me arrisco
Poeta é um sonhador
E a musa é seu aprisco
Retorno de novo ao tema
As musas deste poema
São as MULHERES NO FISCO.

Arievaldo Viana, 31 de outubro de 2013

Resumo do Lançamento do Fórum de Mulheres no Fisco em Vídeo - Lançamento marcado pelo debate e pela Arte
Arte, Evento e Reuniões. Membros, Participantes e Organização do FMFi

Galeria de fotos do lançamento no facebook de: 

https://www.facebook.com/mulheresnofisco3914/media_set?set=a.318767604931143.1073741834.100003937175994&type=3
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi - o "Rei do Brega"

Reginaldo Rossi, conhecido como o "Rei do Brega", Reginaldo Rodrigues dos Santos, cantor e compositor, nasceu em Recife - 14/02/1944 onde morreu aos 69 anos de idade, vítima do câncer de pulmão - 20/12/2013
Conhecido como Rei do Brega, o cantor pernambucano Reginaldo Rossi começou sua carreira cantando rock. Antes de se lançar como cantor, foi professor de matemática e física, além de estudar Engenharia Civil.
Reginaldo Rossi iniciou sua carreira artística em 1964, depois integrando-se à Jovem Guarda. No início, imitava Roberto Carlos.6
Orgulhava-se ao dizer que foi o primeiro cantor de rock do Nordeste, quando comandava o grupo The Silver Jets

_Na sua lista de sucessos estão as músicas
Se Meu Amor Não Chegar
Garçom (Reginaldo Rossi)
A raposa e as uvas (Reginaldo Rossi)
O pão (Reginaldo Rossi, Orácio Faustino e Namyr Cury)
Deixa de banca (versão de Borogodá, de Pocker, feita por Eduardo Araújo e Ferrer)
Tô doidão (Picket e F. Thomas)
Mon amour, meu bem, ma femme (Cleide)
Era Domingo (Reginaldo Rossi)
Ai, Amor (Reginaldo Rossi)
Em Plena Lua de Mel (Reginaldo Rossi)
e, Leviana. (todas aí nesse show ao vivo)
video

_Estatísticas:
14 discos de Gold.png Ouro
2 discos de Platinum.png Platina
1 disco duplo de Platinum.png Platina
1 disco de Diamond2.png Diamante

_Morte:

No dia 9 de novembro de 2013 passou por um procedimento chamado toracocentese, que retirou dois litros de líquido acumulados entre a pleura e o pulmão. O resultado da biópsia, divulgado no dia 11 do mesmo mês, confirmou o diagnóstico de câncer no pulmão. Faleceu um mês depois, dia 20 de dezembro...



sábado, 14 de dezembro de 2013

Canción Con Todos - Mercedes Sosa


Canción Con Todos - Mercedes Sosa♫ ♪

Salgo a caminar
Por la cintura cósmica del sur
Piso en la región
Más vegetal del tiempo y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de América en mi piel
Y anda en mi sangre un río
Que libera en mi voz
Su caudal.
Sol de alto Perú
Rostro Bolivia, estaño y soledad
Un verde Brasil besa a mi Chile
Cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña América y total
Pura raíz de un grito
Destinado a crecer
Y a estallar.
Todas las voces, todas
Todas las manos, todas
Toda la sangre puede
Ser canción en el viento.

¡Canta conmigo, canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Nelson Mandela, Sus Dos Amores - Pablo Milanés


Quando Mandela estava preso, visto e tratado pelas nações “livres” do mundo como mais um negro arruaceiro, Cuba foi o único país do mundo que jamais negou a ele a solidariedade e a defesa incondicional. Tanto foi assim, que o primeiro país que Mandela visitou ao ser colocado em liberdade foi CUBA.
"NÓS NA ÁFRICA ESTAMOS ACOSTUMADOS A SER VÍTIMAS DE OUTROS PAÍSES, QUE QUEREM EXPLORAR NOSSO TERRITÓRIO OU SUBVERTER NOSSA SOBERANIA. NA HISTÓRIA DA ÁFRICA NÃO EXISTE OUTRO CASO DE UM POVO QUE TENHA SE LEVANTADO EM DEFESA DE UM DE NÓS" (MANDELA, falando aos cubanos, em Matanzas em 26/07/1991)


Nelson Madiba Mandela - 1918/2013

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." Nelson Mandela
"Perdoem, mas não esqueçam jamais" Mandela
Nelson Mandela, Líder sul-africano que implodiu o apartheid: foi capaz de mudar o mundo ao lutar por uma ideia, mesmo com as circunstâncias conspirando contra ela...
Numa espetacular sina, Nelson Mandela foi quebrando barreiras e, passou a ser, não como que empurrado pelo destino, mas, com muita luta, pioneiro em diversas fases da vida. Aos 7 anos, entrou na escola e se tornou o primeiro membro da família a ser alfabetizado. Foi o primeiro de Cabo Oriental a entrar na universidade (matriculou-se no curso de Direito) e, já formado, o primeiro a trabalhar em uma firma de advocacia. Foi eleito o primeiro presidente negro da história da África do Sul. Reforçando a sina de ser um pioneiro, também foi o primeiro Homem do Século, ainda em vida, escolhido em seu país.
1º Presidente Negro da África do Sul
Eleito na primeira eleição democrática do país
“Verdadeiros líderes devem estar preparados para sacrificar tudo pela liberdade de seu povo.” Mandela
Nelson Rolihlahla Mandela 18/07/1918 é advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul (1994 a 1999), considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana. 
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo, após o qual veio a se tornar o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação de seu país - em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica. A figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos. 
Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".

Quando Mandela estava preso, visto e tratado pelas nações “livres” do mundo como mais um negro arruaceiro, Cuba foi o único país do mundo que jamais negou a ele a solidariedade e a defesa incondicional. Tanto foi assim, que o primeiro país que Mandela visitou ao ser colocado em liberdade foi CUBA.
"Nunca, nunca e nunca de novo esta bela terra
experimentará a opressão de um sobre o outro" Mandela
Punho Cerrado - Gesto que marcou Mandela
"NÓS NA ÁFRICA ESTAMOS ACOSTUMADOS A SER VÍTIMAS DE OUTROS PAÍSES, QUE QUEREM EXPLORAR NOSSO TERRITÓRIO OU SUBVERTER NOSSA SOBERANIA. NA HISTÓRIA DA ÁFRICA NÃO EXISTE OUTRO CASO DE UM POVO QUE TENHA SE LEVANTADO EM DEFESA DE UM DE NÓS" (MANDELA, falando aos cubanos, em Matanzas em 26/07/1991)
Mandela: “os cubanos vieram a nossa região como doutores, mestres, soldados, técnicos agrícolas, mas nunca como colonizadores. Compartilharam as mesmas trincheiras na luta contra o colonialismo, o subdesenvolvimento e o “apartheid”… Jamais esqueceremos este incomparável exemplo de desinteresse internacionalista”. http://lapupilainsomne.wordpress.com/2013/12/06/lo-censurado-fidel-y-mandela/
Mandela nunca morrerá, pois sua vida é lição para nós e todas as gerações vindouras, 
único no Mundo a ser eleito, ainda em vida, Homem do Século em seu País!
em 1964 foi preso sob a acusação de trair o
 país e sentenciado à prisão perpétua.
Mandela passou 27 anos na prisão
_posa para foto (1994) na cadeia em
que passou quase um terço da vida adulta
"Não há nada como a Liberdade" Mandela
Mitos: Mahatma Gandhi, o fundador do Estado moderno indiano, foi sua inspiração. Como Gandhi, disse o sul-afriacano. Mandela se tornou mártir em vida. Quando ingressou no CNA - Congresso Nacional Africano, partido que pregava o fim do apartheid, logo tornou-se um líder brilhante. Fez discursos, organizou encontros, angariou simpatizantes para a luta contra o racismo. Apesar da disposição de alguns parceiros, recusava-se a adotar a violência como estratégia válida. Mas, fez isso apenas até certo ponto. Anos depois, lembrou Mandela:
"Nós adotamos a atitude de não violência só até onde as condições permitiram. Quando as condições foram contrárias, abandonamos essa posição"
Mandela, dacidido a partir para o tudo ou nada, recebeu, na Etiópia, treinamento militar durante dois anos, empurrado pelos atentados perpetrados pelos brancos, que culminaram na morte de inúmeros colegas seus.

“Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável.” Mandela
Nobel da Paz: Mandela ganhou o prêmio por sua defesa do diálogo permanente, a despeito da cor da pele. Mandela enxergou na paz e no respeito mútuo entre brancos e negros, a única saída para o futuro da África do Sul. Passou assim, a ser aclamado tanto pelos que estavam no poder, quanto pelos oprimidos.


Nelson Mandela, 95 anos, morreu em sua residência em Johannesburgo, onde se recuperava de uma infecção pulmonar, na quinta-feira, 05/12/2013, o maior ícone da luta contra o apartheid. Em 1993, ele levou para casa um Prêmio Nobel da Paz - dividido com o último presidente sul-africano branco, Frederik de Klerk. No ano seguinte, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Para muitos analistas, era o único capaz de conduzir pacificamente o país rumo à democracia racial após meio século de governo segregacionista. Para o palácio presidencial, ele levou o respeito conquistado durante a luta contra o apartheid, que lhe rendeu 27 anos de prisão.
Rolihlahla Mandela nasceu em 1918 na pequena vila rural de Mvezo, na atual Província de Eastern Cape. O menino tinha sangue real, era descendente dos chefes Thembu, do povo cossa. Foi criado para ser líder tribal. Na infância, caçava passarinho, tomava conta de gado e brincava descalço, lutando contra outros garotos com pedaços de pau. Segundo Tom Lodge, um de seus mais importantes biógrafos, foi nessa época que lhe ensinaram a lição que guiaria sua ética pessoal: Mandela aprendeu a derrotar seus inimigos sem humilhá-los.

Só aos 7 anos, depois que entrou para uma escola britânica, é que ganhou o nome de Nelson. "Minha professora no primário exigiu que eu tivesse um nome cristão e decidiu que eu me chamaria Nelson", lembrou Mandela anos mais tarde. O pequeno nobre, do clã dos Madiba - nome pelo qual Nelson seria carinhosamente chamado até o fim da vida -, frequentou as escolas britânicas de Clarkebury e Healdtown. Em casa, vivia com um pai polígamo, que tinha quatro mulheres e nove filhos. A fusão da tradição africana com o civilismo britânico produziu um dos maiores líderes do século 20. Poucos no mundo tiveram o status messiânico de Mandela. Profundamente influenciado pelo pacifismo de Mahatma Gandhi, que também viveu parte da vida na África do Sul, ele se tornou um símbolo global de paz e reconciliação.

Nelson Mandela, sus dos amores - Pablo Milanés ♫ 
http://www.youtube.com/watch?v=30vcYekYghg
Nelson Mandela,
Quiero decirte que no vengo a cantar
La parte triste de una canción
Que nos haga llorar.
Nelson Mandela,
Quiero pedirte que me dejes contar
La más hermosa historia de amor
Que nos pueda llegar.
Nelson Mandela,
Desde que tú naciste
Ya todo lo que hiciste
Fue vivir para que un día
Se tuvieran que encontrar.
Mandela,
Que encuentro tan fecundo
Poder cambiar tu mundo
Y el modo tan hermoso
De quererlo eternizar.
Nelson Mandela,
Y como pólvora regaste el amor
Que te sostiene en una prisión
Que te va a liberar.
Qué feliz que en una historia de amor
Todo un pueblo encierre su libertad,
Qué feliz que en una historia de amor,
Todo un pueblo encierre su libertad.



(*) Nelson Mandela passou 27 anos e 6 meses em três prisões. De 1962 a 1979, ele foi o preso 466/64 na Seção B da cadeia de Robben Island. Assim como outros detentos, ele era submetido a uma rigorosa rotina de trabalhos forçados em uma pedreira, vivia em uma cela de 6 metros quadrados com uma janela de 30 centímetros. Dormia no chão até meados dos anos 70, quando a Cruz Vermelha convenceu o governo a colocar camas.
O cotidiano era devastador. "A vida na prisão caiu na rotina", lembraria Mandela em sua autobiografia. "Todo dia se parecia com o anterior. Toda semana era como a anterior. De tal maneira que os meses e os anos se misturavam."
A seu lado estiveram Govan Mbeki, ativista e pai do ex-presidente Thabo Mbeki, Tokyo Sexwale, líder do CNA e hoje um dos empresários mais bem sucedidos do país, Walter Sisulu, maior amigo de Mandela, o militante comunista Raymond Mhlaba e Jacob Zuma, atual presidente da África do Sul.
O governo temia produzir mártires na prisão e, gradualmente, diminuiu as restrições, relaxou a censura e a proibição de comunicação entre presos. Cada vez mais, os detentos se reuniam e a traçavam as estratégias da resistência negra.
Mbeki e Mhlaba acreditavam que a guerra de guerrilha poderia ser feita com bases dentro da África do Sul, como ocorreu em Cuba e na China. Mandela discordava e apostava nos modelos de Angola e Moçambique, que usavam bases em países vizinhos – alternativa viável para a luta armada sul-africana a partir de 1975, depois que ruiu o império português na África.
Na prisão, Mandela conseguiu uma importante concessão: estudar e graduar-se em Direito pela Universidade de Londres. Como detento "classe D" – a classificação mais baixa –, ele podia receber uma carta e uma visita a cada seis meses, desde que não falasse em cossa, zulu ou qualquer língua africana e ficasse separado por uma grossa janela de vidro.
Os presos tinham direito a ler apenas revistas femininas e de jardinagem – o ativista Mac Maharaj, no entanto, recebeu por muito tempo a revista Economist, até que as autoridades descobrissem que ela era um conhecido semanário de notícias.
Na biblioteca, eles tinham acesso a Marx, Tolstoi e Shakespeare. O preferido de Mandela era William Ernest Henley, cujo poema mais famoso, Invictus, ele recitava sempre que podia: "Sou o dono do meu destino, sou o capitão da minha alma."
No fim dos anos 70, Mandela passou a receber mais visitas – foram 15 só em 1978, mais da metade da mulher, Winnie. Em março de 1982, porém, sua história em Robben Island acabou. As autoridades ordenaram que ele fosse transferido para Pollsmoor, prisão de segurança máxima perto da Cidade do Cabo.
Comprada a Robben Island, a nova casa era um luxo: comida, espaço, celas, jornais, conforto, tudo era melhor. Pollsmoor era próxima de centros médicos, caso os presos precisassem de cuidados. Mandela acreditava que a transferência servia para dividir o CNA e reduzir a capacidade de organização do grupo.
No entanto, historiadores concordam que o governo já previa ter de negociar com o CNA e sabia das divisões dentro do grupo. O objetivo teria sido isolar a velha-guarda moderada, como Mandela, dos mais jovens e radicais, como Govan Mbeki, que tinha ligações com os comunistas.
De Pollsmoor, Mandela viu o regime dar sinais de desgaste. A África do Sul sobreviveu às sanções inócuas da ONU, nos anos 60. Para a premiê britânica, Margaret Thatcher, e para o secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, o governo racista era um aliado contra o comunismo. No entanto, após o Levante de Soweto, em 1976, tudo mudou.
Imagens de crianças negras sendo massacradas por policiais brancos correram o mundo. No ano seguinte, a ONU aprovou um embargo de armas. O país foi banido de competições esportivas internacionais. Em 1977, 11 multinacionais americanas se retiraram da África do Sul. Kissinger mudou de lado. Thatcher reuniu-se em Londres com o presidente Pieter Botha e mandou um recado: liberte Mandela.
Botha voltou para casa e teve uma conversa com o ministro da Justiça, Kobie Coetsee. Nos meses seguintes, os dois quebraram a cabeça para tirar o país do isolamento. A solução encontrada foi criar um comitê para negociar com Mandela.
Entre 1988 e 1989, foram 47 reuniões, interrompidas apenas quando Mandela teve de ser internado para retirar dos pulmões 2 litros de água, cuja análise determinou a tuberculose. Os médicos culparam a umidade da cela. Assim, em vez de voltar a Pollsmoor, ele foi transferido para um bangalô dentro da penitenciária de Victor Verster.
As autoridades liberaram as visitas e instalaram um minibar – embora Mandela não bebesse. De vez em quando, ele usava a piscina, mas sempre sob supervisão do guarda-costas, já que ele nunca soube nadar direito.
As negociações avançavam pouco. Mandela queria liberdade para presos políticos e uma democracia plena. Botha não estava pronto para libertar ninguém, queria garantias de que os brancos não seriam subjugados e exigia que o CNA abandonasse a luta armada.
Em agosto de 1989, Botha renunciou. Seu substituto foi o ministro da Educação, Frederik de Klerk, que não tinha nada de reformista. Era um pragmático que gostava de assumir riscos. Um deles foi aprofundar as negociações com Mandela, com quem se encontrou em dezembro do mesmo ano.
Mais tarde, ambos descreveram o primeiro encontro como "encorajador". Embora se tratassem com respeito, eles nunca tiveram empatia. De Klerk, porém, mudaria a história do país ao abrir a sessão do Parlamento, em fevereiro de 1990. Em discurso curto, ele anunciou a legalização das organizações clandestinas e a libertação de presos políticos. No dia 11 de fevereiro, 27 anos e 6 meses depois, Mandela era um homem livre. (*_Da cela da prisão, uma batalha que durou 27 anos - Mesmo atrás das grades, Mandela comanda a luta pela igualdade racial e negocia com o governo o fim do apartheid na África do Sul - Estadão/Internacional)
Mandela cultivou legião de seguidores
(**) A libertação de Nelson Mandela não foi o fim imediato do regime, mas um dia após sair da prisão, em seu primeiro discurso, deixou um recado: o apartheid não tinha futuro. Frederik de Klerk não queria deixar o poder e apostava em uma grande coalizão anti-CNA. Outra dificuldade de Mandela era a animosidade do chefe zulu Mangosuthu Buthelezi, líder do Partido da Liberdade Inkhata (IFP).
Entre 1990 e 1994, o IFP recebeu apoio clandestino do regime branco, que tentou dividir os negros. Em junho de 1992, operários zulus, com a ajuda de policiais brancos, assassinaram 38 pessoas na favela de Boipatong. Em setembro, soldados mataram 28 militantes do CNA em Bisho. De Klerk negou a aliança com os zulus, mas Mandela nunca engoliu a história.
As frentes de batalha não paravam de crescer, até mesmo na vida pessoal. A crise conjugal com Winnie foi devastadora. A lista de acusações contra a mulher tinha sequestro, tortura e assassinato – mais tarde, em 2003, ela colecionaria também queixas de fraude e roubo. Mandela manteve-se ao lado dela – dizia que as acusações eram políticas –, mas não suportou quando a traição foi estampada nos jornais, que publicaram as cartas de amor entre Winnie e seu advogado Dali Mpofu, 27 anos mais jovem. Mandela saiu de casa em fevereiro de 1992.
A vida política também andava mal. De Klerk surfava na imagem de moderado e colecionava elogios de Londres e Washington, aumentando o temor de que ele pudesse fechar um acordo político vantajoso dentro da África do Sul. Em reação, Mandela começou uma frenética volta ao mundo. O resultado da disputa pela opinião pública internacional veio quando ambos – Mandela e De Klerk – ganharam o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.
Em abril de 1993, extremistas brancos assassinaram o ativista do CNA Chris Hani. Para reduzir a tensão, o governo cedeu. Eleições ocorreram em 27 de abril de 1994 e vencidas com facilidade pelo CNA. O maior ícone da luta conta o apartheid chegava ao poder.
Na presidência, Mandela se viu diante de decisões difíceis. Surpreendentemente, seu governo ficou marcado pela disciplina fiscal, administrativa e um forte controle de gastos públicos, desagradando a muitos aliados. Mas o desemprego não cedeu. A esquerda responsabilizou os excessos neoliberais de sua política econômica.
A Constituição foi promulgada em 1996 e a paz com os zulus, selada. De Klerk tornou-se um dos dois vice-presidentes – o outro era Thabo Mbeki –, mas em 1996 foi para a oposição. Na segunda metade do mandato, Mandela delegou ao vice a parte administrativa. A partir de 1996, Mbeki se tornou o presidente de facto da África do Sul.
Como nunca esqueceu os velhos amigos, Mandela defendia os regimes de Cuba, Líbia, Síria e Zimbábue. Ele não quis se reeleger e deixou o governo com uma aprovação de 80%. Diferentemente da ostentação de outros líderes africanos, Mandela viveu de maneira simples. Doava um terço do salário para uma fundação de caridade criada com o dinheiro do Nobel. (**_Mandela lidera transição e consolida a democracia - Peso político ajudou a pacificar a África do Sul e abriu caminho para que ele se tornasse o primeiro presidente negro do país - Estadão/Internacional)